05/07/2010

O fiel camareiro (Peter Yates, 1983)

Gênero: Drama
Diretor: Peter Yates
Duração: 113 minutos
Ano de Lançamento: 1983
País de Origem: Inglaterra
Idioma do Áudio: Inglês britânico

2ª Guerra Mundial. Enquanto a Inglaterra é impiedosamente bombardeada pelos dirigíveis alemães, todos os dias, uma companhia de teatro shakespeareana prossegue em sua “nobre função de levar a todos os cantos de sua amada ilha (Inglaterra), a obra do maior dramaturgo que tiveram: Willian Shakespeare”, segundo palavras de seu chefe e ator principal, durante todo o filme, tratado apenas como “Sir”. Homem iracundo, colérico, conduz a companhia com toda a tirania e egocentrismo ao seu alcance.
Claro que vai mal a companhia. Todos os atores aptos à guerra, lá estão, nas frentes de batalha. Restam ao velho ator, um grupo de velhos com dentaduras caindo durante encenações, aleijados, e tais. Os teatros, como todo o resto, são bombardeados e destruídos pouco antes das encenações, às vezes.
Com raras cenas externas, a trama se desenvolve nos bastidores da peça Rei Lear, e gira em torno do velho ator septuagenário (Albert Finney, aos 47 anos), com sua esclerose acentuada, seus acessos de fúria, suas alucinações (Shakespeare e o próprio Lear lhe aparecem: “eu saí de meu corpo no palco, e do alto vi no palco o próprio Lear, que improvisava cada palavra no momento, porque era real!”, é o que aproximadamente ele diz a sua diretora de palco, Madge), e em torno de seu camareiro, Norman (Tom Courtnay), um homem solitário e retraído, cuja única perspectiva na vida é se dedicar ao teatro, especificamente ao seu senhor, o “Sir”, que há muito não mais representaria, não fosse a extrema dedicação e gerenciamento de bastidores e de egos que Norman executa.
Adaptei uma frase que citaram em quase todas as sinopses que há na net: “...apesar de não ser famoso como seu patrão, ambos devotaram suas vidas ao teatro”.

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