29 de jan de 2015

Fotografia: A História por trás das lentes

Série documental sobre a história da fotografia, em 6 capítulos:


Gênero: Documentário
Diretor: Stan Neumann
Duração: 25 minutos cada episódio
Ano de Lançamento: 2010
País de Origem: França
Idioma do Áudio: Francês
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt3397812

Qualidade de Vídeo: HDTV Rip
Container: MKV
Vídeo Codec: MPEG4/ISO/AVC
Vídeo Bitrate: 5000 Kbps
Áudio Codec: AC3
Áudio Bitrate: 384 Kbps
Resolução: 1280 x 720
Formato de Tela: Widescreen (16x9)
Frame Rate: 60.000 FPS
Tamanho: 1 Gb cada episódio
Legendas: Gravadas no vídeo


1. Primórdios da Fotografia
Em meados do século 19, 25 anos após sua invenção, a fotografia ainda é considerada uma simples curiosidade científica.
Mas entre os anos 1820 e 1860 uma dezena de fotógrafos, na França e na Inglaterra, se esforçaram para dar à fotografia um status de arte.
Será a década de Nadar, Le Gray, Baldus, Robison, Rejlander, Fenton. Serão os primeiros a explorar todas as possibilidades da criação fotográfica e sua relação com a realidade.
De forma original e divertida, esse episódio nos oferece os segredos daqueles pioneiros que inventaram em apenas alguns anos uma gramática fotográfica complexa com grande diversidade técnica.

2. Pictorialismo
50 anos após ser inventada, a fotografia tenta novamente rivalizar com a pintura. O debate já era tão velho quanto a própria fotografia: a fotografia é meramente uma imitação simples e mecânica da realidade ou ela pode interpretá-la subjetivamente, assim como a pintura?
Dando as costas ao confronto com a relidade, o movimento Pictorialista esforça-se para privar a fotografia do seu demérito original - sua precisão objetiva e mecânica - para produzir a subjetividade e o foco flexível do desenho e da pintura.
O Pictorialismo compartilhava uma negação do mundo moderno com seu simbolismo, sua contemporaneadade. Preferia temas ultrapassados ou eternos, como temas históricos, religião, paisagens e nús acadêmicos.
Reacionário em seus temas e estética, o Pictorialismo demonstrava grande cuidado com a forma e processos de desenvolvimento (como enquadramentos desfocados, lentes especiais, efeitos de revelação; desenhos, gravuras e pinturas nos negativos) que muitos fotógragos pós-modernos atualmente não se envergonham.
Foi uma avant-garde ao contrário, na qual os grandes mestres, Robert Demachy, Alvin Langdon, Coburn, Frank Eugene, Edward Steichen e Alfred Stieglitz empregaram sua criatividade aguda para fazer a fotografia não parecer fotografia. O movimento brilhou por cerca de 20 anos, na Europa e nos EUA.

3. Fotografia Surrealista
Man Ray, Dora Maar, Alvarez Bravo, Brassai, Andre Kertesz e Henri Cartier-Bresson. Durante os anos 1930, suas imagens personificaram o lado mais intenso do surrealismo.
As imagens são confrontadas por técnicas de animação. São desmontadas e remontadas, trazidas de volta à vida, exibindo-nos as escolhas, descobertas e sua força interior.
Cada fotografia exibida em filme se torna uma estória em si mesma, um pequeno drama fotográfico que só termina na imagem final.
O público participa do processo, do trabalho com a luz e enquadramento, da superesposição, solarização, fotomontagem e lentamente se torna ele mesmo parte deste jogo intrincado entre fotografia, imaginação e realidade.

4. Nova Objetividade Alemã
O pacto que ligava a fotografia ao real desde seu nascimento era garantido pela sua própria técnica. Hoje não é mais o caso pois a fotografia evoluiu daquele estágio, ganhando liberdade e perdendo inocência.
Nascidos na Alemanha na década de 1930, Bernd Becher e sua esposa Hilla empreenderam uma estranha tarefa: criar um inventário fotográfico de prédios industrais que estavam destinados a desaparecer, como torres de água, silos e chaminés.
No espaço de 30 anos, a Escola de Dusseldorf, os Bechers e seus pupilos - Candida Hofer, Petra Wunderlich, Thomas Struth, Thomas Ruff e Andréas Gusrky - iriam transformar radicalmente a prática fotográfica.
Eles mantiveram algumas características da escola Becher: atenção à distância, objetividade aparente e a predileção por linhas retas. Mas cada um destes fotógrafos reinterpretou esse modelo e desenvolveu seu próprio universo fotográfico. Para alguns, a cor tornou-se uma ferramenta para reinterpretar a realidade, enquanto outros permaneceram fiéis ao branco e preto. Todos eles produziram grandes imagens. A fotografia não era mais um simples documento, era uma obra de arte em si mesma, capaz de rivalizar com as pinturas penduradas nas paredes dos museus.

5. Fotografia Encenada
Este episódio analisa os principais processos de desconstrução da pseudo verdade da linguagem fotográfica: composição, luz, desordem das cenas narrativas, uso de símbolos, cenários, acessórios e trabalho de estúdio, ou ao contrário, a encenação de peças genuínas.
Na maior parte do século 20, a fotografia foi principalmente realista. Mas a partir dos anos 1960, a fotografia encenada deixou de ser considerada ingênua ou ultrapassada. reaparecendo fortemente, enriquecida pelas influências externas do cinema, teatro e escultura. Essa fotografia que foi inoculada por outras mídias brincava com a ambiguidade do realismo fotográfico.


6. Fotografia de Imprensa
A aliança entre fotografia autoral e a imprensa corporativa fez a fotografia tornar-se a imagem popular do século 20. As revistas que começaram a aparecer nos anos 1920 - como a BIZ na Alemanha, Vu na França, Weekly Illustrated e Picture Post na Inglaterra, Life nos EUA - quebrou a rotina das primeiras revistas ilustradas qua usavam a fotografia meramente como acompanhamento do texto. Com estas novas revistas, a fotografia tornou-se o principal veículo de informação. Elas eram espetaculares, acessíveis a todos e uma promessa de autenticidade, na aparência pelo menos.
O fotógrafo tornou-se uma testemunha especial, uma estrela em seu campo mais ou menos especializado: Wegee em reportagens policiais, Robert Capa como repórter de guerra e Brassai no realismo poético.
Mas nas décadas que se seguiram a 2a. Guerra Mundial, os fotógrafos tornaram-se menos dispostos a deixar o crescente conformismo das revistas exercer sua autoridade sobre suas imagens. As revistas, por exemplo, editavam livremente as fotografias, reenquadrando-as ou acrescentando citações qua alteravam seu significado.
Os principais fotógrafos - Robert Capa, Roland Seymor e Cartier-Bresson - começaram a exigir que suas fotos fossem respeitadas e consideradas como obras em si mesmas ao invés de simples descrições.


Os links isohunt foram apagados, para aceder aos torrents experimentem:

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